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Artesanato de Barro de Santana do São Francisco conquista reconhecimento como Indicação Geográfica

A indicação reforça a valorização da tradição artesanal sergipana
Por Yasmin Déda
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O artesanato de barro de Santana do São Francisco acaba de alcançar um marco histórico: o reconhecimento oficial como Indicação Geográfica (IG). A conquista foi publicada na Revista de Propriedade Industrial (RPI) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na edição de fevereiro, e contou com o apoio do Sebrae Sergipe, por meio de consultoria especializada.

As Indicações Geográficas são instrumentos coletivos que valorizam produtos tradicionais vinculados a um território, garantindo autenticidade, padrão de qualidade e proteção à região produtora. Com a IG, os artesãos ganham mais reconhecimento, diferencial competitivo e melhores condições de comercialização, fortalecendo a economia local e preservando uma tradição cultural passada de geração em geração.

Para a superintendente do Sebrae Sergipe, Priscila Felizola, o reconhecimento representa um avanço para o fortalecimento do território. “A Indicação Geográfica é uma conquista coletiva que valoriza a identidade de Santana do São Francisco, protege o saber fazer dos artesãos e amplia as oportunidades de mercado, gerando desenvolvimento local e renda para as famílias que vivem dessa tradição”, destaca.

Em 2024, após diagnóstico positivo do Sebrae, foi estruturado o dossiê técnico, com criação do signo distintivo e apoio à organização gestora. Em 2025, o INPI analisou a documentação e solicitou complementações, culminando na publicação do reconhecimento em 2026.

Agora, Sergipe possui dois selos de Indicações Geográficas, o primeiro conquistado é o da Renda Irlandesa.

Tradição que atravessa gerações

Em Santana do São Francisco, o artesanato de barro tem raízes profundas na história e na cultura local. Desde o período colonial, a argila abundante nas margens do rio São Francisco passou a ser utilizada na produção de utensílios domésticos, objetos decorativos e peças religiosas. Ao longo do tempo, a tradição foi sendo transmitida de geração em geração, mantendo vivo um conhecimento ancestral que molda não apenas o barro, mas também a identidade do município.