
O artesanato de Sergipe foi celebrado e debatido nesta quinta-feira,19, durante o Segundo Seminário Estadual de Artesanato Sergipano, realizado no Sergipetec, em São Cristóvão. O evento marcou as comemorações pelo Dia do Artesão e reuniu profissionais do setor, gestores públicos e instituições parceiras para discutir o fortalecimento da atividade no estado.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre Sebrae, Governo do Estado de Sergipe e Prefeitura de São Cristóvão, com uma programação voltada à valorização cultural e ao desenvolvimento econômico do artesanato local. Além das palestras e momentos de troca de experiências, o seminário também propõe reflexões sobre políticas públicas e qualificação dos artesãos.
Segundo o analista do Sebrae, Daniel Nunes, o evento reforça a relevância do setor para a economia e identidade cultural sergipana. “Celebramos o artesão e o artesanato sergipano enquanto uma atividade que representa a nossa cultura, mas também tem grande importância econômica. O Sebrae, como parceiro dos micro e pequenos negócios e como uma instituição que apoia o artesanato desde 1997, não poderia estar de fora”, destacou.

A programação segue por dois dias, com atividades também previstas para a Praça São Francisco, Patrimônio da Humanidade. De acordo com o diretor de Turismo do município, Márcio Ramos, o seminário é uma oportunidade de reconhecimento e avanço para a categoria. “Hoje é dia de celebração ao Dia do Artesão. Este segundo seminário acontece aqui em São Cristóvão, em parceria com o Governo do Estado, Sebrae e Prefeitura. Durante dois dias, teremos atividades aqui e na Praça São Francisco. É um momento de homenagear o artesão sergipano e discutir pautas importantes, como aprimoramento, qualificação e políticas públicas que desenvolvam o setor e a sua produção”, afirmou.
Para os artesãos, o evento também representa um espaço de fortalecimento pessoal e profissional. A artesã e microempreendedora Simone Gonçalves ressaltou o impacto do artesanato em sua trajetória. “O artesanato na minha vida é uma experiência de empoderamento, fortalecimento e até de cura da autoestima. O valor que ele tem é o valor do sentimento. Cada peça carrega nossa criatividade, nosso esforço e nossa história. Me fortaleci para reconhecer que o meu fazer é único”, relatou.
Simone também destacou a importância da formalização como microempreendedora individual (MEI), que possibilitou ampliar suas atividades. “Sou MEI desde 2020, quando precisei para ministrar cursos e oficinas de crochê, principalmente após a pandemia. Isso também me permite participar de projetos e editais de leis federais, como Aldir Blanc e Paulo Gustavo”, completou.
O Segundo Seminário Estadual de Artesanato Sergipano reafirma o compromisso das instituições parceiras com o desenvolvimento do setor, promovendo não apenas a valorização cultural, mas também a geração de renda e oportunidades para os artesãos do estado.

