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Micro e pequenas empresas geram 90% dos novos empregos em Sergipe em 2026

Setor de Serviços liderou as contratações, seguido pela Construção Civil
Por Wellington Amarante
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As micro e pequenas empresas (MPEs) sergipanas foram responsáveis por nove em cada dez postos de trabalho criados em Sergipe em 2026. No total, o segmento gerou 5.775 empregos formais (saldo entre contratações e demissões) — número expressivamente superior ao das médias e grandes empresas, que abriram 434 vagas no mesmo período.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram analisados pelo Sebrae. Entre os pequenos negócios, o setor de Serviços liderou as contratações (3.307 vagas), seguido por Construção Civil (1.634), Indústria de Transformação (698), Serviços de Utilidade Pública (114) e Comércio (40).

Nas médias e grandes empresas, o setor de Serviços também foi o principal gerador de oportunidades (1.815 vagas), seguido por Serviços de Utilidade Pública (720) e Construção Civil (544). Em contrapartida, a Indústria de Transformação e o Comércio registraram saldos negativos, fechando, respectivamente, 685 e 918 postos de trabalho.

Ranking municipal

Aracaju lidera a geração de empregos nos pequenos negócios, com 2.459 novas vagas. Completam a lista dos principais municípios Lagarto (602), Nossa Senhora do Socorro (492), Barra dos Coqueiros (381), Itabaiana (365) e Estância (276).

“Os dados reforçam a relevância das micro e pequenas empresas para a nossa economia e a urgência de apoiar esses empreendedores. Mesmo diante de dificuldades no acesso e custo do crédito, elas se adaptaram melhor ao cenário e seguem impulsionando o crescimento do estado”, destaca o superintendente do Sebrae, Christiano Dias Lebre.

Desaceleração em relação a 2025

Apesar dos resultados positivos, os números de 2026 mostram um ritmo de crescimento mais brando na comparação com o ano anterior. Nos primeiros sete meses de 2025, as MPEs haviam criado 9.016 postos de trabalho, impulsionadas pelo setor de Serviços (4.435 vagas).

Naquele período, o cenário das médias e grandes empresas foi oposto: fecharam 2.468 postos, sendo a Indústria de Transformação a mais impactada, com a eliminação de 1.789 vagas.

Para este estudo, o Sebrae enquadra como MPEs empreendimentos com até 99 empregados nos setores da indústria (transformação e extrativa) e construção civil, e com até 49 empregados no comércio, serviços, agropecuária e utilidade pública. Essa classificação por número de colaboradores é adotada porque a base do Caged não informa o faturamento real das empresas.

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