Uma pesquisa realizada pelo Sebrae mostrou que 75% dos microempreendedores individuais (MEI) sergipanos registraram aumento no faturamento após a formalização do negócio. O estudo revelou ainda que a principal motivação desse público para abrir uma empresa foi a necessidade de renda (53%), seguido pela oportunidade de negócio (28%).
A maior parte dos MEIs sergipanos tem pouco tempo na atividade: 70% deles atuam há menos de cinco anos no empreendimento. Antes de se registrar como MEI, 54% trabalhavam com carteira assinada. Outros 12% atuavam como empreendedores informais e 12% como empregados sem carteira.
A emissão de nota fiscal (34%) e o acesso a benefícios do INSS (28%) são os principais motivos para a formalização. Evitar problemas com a fiscalização aparece em terceiro lugar (15%) entre as razões apontadas por esses empreendedores para terem o negócio regularizado.
“Além de garantir benefícios sociais, a formalização torna mais fácil o acesso ao crédito, a participação em licitações e, o mais importante, contribui para o aumento da renda. Isso mostra a importância de criar um ambiente favorável para a atuação dos empreendedores e com isso incentivar a sua legalização”, explica a superintendente do Sebrae, Priscila Felizola.
Única fonte de renda
A pesquisa mostrou ainda que 71% dos entrevistados não possuem outra fonte de renda além da atividade como MEI. Pouco mais de um terço (36,8%) desses profissionais possui renda familiar de até R$ 5 mil.
O MEI sergipano é jovem (53,9% possuem entre 30 e 49 anos), possui o ensino médio completo (36%), a maioria se identifica como do sexo masculino (49,8%) e de cor branca (44,6%). O trabalho em casa é a principal configuração dos microempreendedores individuais (39%). Outros 23% atuam em estabelecimento comercial e 19% na casa ou empresa do cliente.
Embora a formalização garanta a participação do MEI em compras públicas, apenas 17% já venderam produtos ou serviços para prefeituras ou governos. Entre os microempreendedores que nunca venderam para o poder público, 56% têm interesse nesse mercado, mas apenas 10% já se cadastraram em sistemas de compras governamentais.
As áreas de propaganda e marketing (48%) e como vender nas redes sociais (40%) são as com maior demanda de capacitação ou consultoria por parte dos MEIs. A necessidade de conhecimento sobre a gestão financeira do negócio (35%) foi outra necessidade apontada por eles.
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